August 2010
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July 2010
24 posts
There’s nothing you can do that can’t be done.
Nothing you can sing that can’t be sung.
Nothing you can say, but you can learn how the play the game.
It’s easy
There’s nothing you can make that can’t be made.
No one you can save that can’t be saved.
Nothing you can do, but you can learn how to be you in time.
It’s easy
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need
There’s nothing you can know that isn’t known.
Nothing you can see that isn’t shown.
Nowhere you can be that isn’t where you’re meant to be.
It’s easy
All you need is love
All you need is love
All you need is love, love
Love is all you need :)
April 2010
3 posts
March 2010
8 posts
A verdade dói. Todo mundo diz que prefere uma verdade que dói do que uma mentira que ilude, mas isso é puro falso moralismo. Todos nós mentimos e preferimos fazer isso diversas vezes do que optar por aquilo que abrimos a boca e dizemos “ser o melhor”. A maior prova de que todo mundo prefere mentir é que ninguém tem a coragem de dizer que hoje em dia, as pessoas são uma para a outra apenas pequenas relações. Você encontra uma, usa por um tempo que pode ser longo ou não, encontra outra que corresponde a sua necessidade e abandona os outros. E assim vai.
Todo mundo faz isso. Uma hora você tem um amigo, um inimigo, uma paixão, um companheiro. Em um piscar de olhos, quando um deles não te satisfaz por um ou outro motivo, você os troca. Encontra outros. E se não os troca na hora, os troca depois. Ilude por um tempo, deixa de lado aos poucos e as vezes até se finge de prestativo e preocupado. Só que ninguém evita o xeque-mate por muito tempo. Sempre chega a hora em que você diz o seu “adeus” sem um pingo de dor.
Pessoas são recicláveis, meus caros. E nós sabemos disso.
Eu sou rancorosa. Não é que eu queira realmente parecer pior do que o que eu já sou, mas é exatamente isso. Não consigo esquecer, não consigo “perdoar”. Pelo menos com a maioria das coisas que me atingem. Eu até tento dizer que desculpo, que tá tudo bem e todas essas coisas amigáveis. Mas não é assim. Existem coisas que eu realmente apago, até porque toda regra tem sua exceção. Porém, existem outras que não conseguem sumir ou diminuir.
Sei que isso é errado, feio e que pode trazer sérios problemas. As vezes até digo que “rancorosos são seres desprezíveis” e não minto, porque são. E eu sou um deles, o que me faz ser desprezível do mesmo jeito que todos os outros. Outras vezes eu critico as pessoas que não perdoam, digo que não aceito quem não é capaz de fazer isso e me esforço ao máximo para mostrar que não sou assim. E minto. Minto porque faço exatamente as mesmas coisas. Sinto prazer em ter “bônus” o suficiente com tudo para que possa não perdoar. Nasci assim e diferente de tantos outros que eu conheço, tentei mudar. Mas não consegui. É que talvez eu ainda não seja boa o bastante para perdoar.